sábado, 12 de agosto de 2017

Aluna cadeirante é carregada por bombeiro para ver aula em faculdade de SP - Veja o vídeo

Elevador da FMU vive quebrado e aluna enfrenta problemas há 2 anos. 'Isso me desanima muito', diz.

Por Luis Ottoni*, G1 - *Sob supervisão de Paulo Guilherme

A aluna Paloma Barbosa em frente ao elevador quebrado (à esquerda), precisou ser carregada por um bombeiro até a classe onde teria aula (Foto: Paloma Barbosa/VC no SP)
A aluna Paloma Barbosa em frente ao elevador quebrado (à esquerda), precisou ser carregada por um bombeiro até a classe onde teria aula (Foto: Paloma Barbosa/VC no SP)

A estudante de Artes Visuais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) - Liberdade, Paloma Barbosa, 23, enfrenta a mesma incerteza há dois anos: não sabe se conseguirá chegar e sair da sala de aula sem o auxílio dos colegas ou do Corpo de Bombeiros. Por ser cadeirante, Paloma depende de um elevador que, de acordo com ela, "está sempre quebrado".

Click AQUI para ver o vídeo.

Na última quinta-feira (10), ao sair da sala de aula, a jovem precisou ser carregada pelo Corpo de Bombeiros do 1º andar ao térreo do prédio. A situação vem se repetindo desde que começou a ter aulas em um laboratório de cerâmica, o qual a Instituição não consegue remanejar para outro local por conta dos equipamentos. "Isso me desanima muito em ir para Faculdade. Já vou pensando no stress que posso passar, pensando se o elevador estará funcionando", lamenta.

                                     Paloma diz que elevador está
Paloma diz que elevador está "sempre quebrado", o que a impossibilita de chegar às aulas (Foto: Arquivo Pessoal/ Paloma Barbosa)

No vídeo enviado ao G1, a jovem aparece chorando após ser carregada pelo Corpo de Bombeiros, uma situação em que diz ter se sentido "incapaz". "Me senti horrível porque a sala é no primeiro andar. Isso me fez pensar como seria tão mais fácil se eu só pudesse conseguir descer a escada. E eu não deveria ter que me sentir assim", disse.

Ao procurar a Instituição, Paloma recebe a promessa de que o problema será resolvido, mas a resposta é sempre a mesma: "o problema pertence a instâncias superiores", disse.

Paloma explica ainda que o único acesso disponível às salas é uma rampa de acesso "muito íngreme". "Quando comecei a estudar na FMU, ainda usava muletas e já reclamava à instituição que o elevador não funcionava e tinha que subir a rampa. Tinha muita dificuldade. Quando me tornei cadeirante, a situação piorou", explica.

Apesar das dificuldades, a jovem não cogita deixar de estudar na Instituição."Sei que conseguir estudar é um privilégio que muitas pessoas com deficiência não têm. Então ocupar aquele espaço é muito importante pra mim porque deveria ser um direito para todo mundo", afirma.

O G1 contatou a FMU e aguarda posicionamento.

Fonte: g1.globo.com

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