segunda-feira, 24 de abril de 2017

Open Loterias Caixa chega ao final com 27 atletas classificados para os Mundiais de atletismo e natação

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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O Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação chegou ao fim neste domingo, 23, em São Paulo, com resultados animadores para comissões técnicas das duas modalidades. Nos três dias de provas, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, 27 atletas (14 do atletismo e 13 da natação) atingiram o índice para os Mundiais das modalidades, em julho, de atletismo, em Londres, e em outubro, de natação, na Cidade do México.

"O balanço que fazemos do Open Internacional é muito positivo, já que os atletas têm até junho [atletismo] e agosto [natação] para fazerem os índices e mais da metade conseguiu a classificação neste evento, ainda em abril. Isso mostra a importância do Open realizado no Brasil. Nossa estratégia de subir o nível dos índices agora demonstra estar correta", analisou Mizael Conrado.

No atletismo, os índices classificatórios tiveram como base as melhores performances de 2016 - ano dos Jogos do Rio. Mesmo assim, 14 atletas obtiveram a marca A e asseguraram presença no Mundial de Londres, que ocorrerá entre os dias 14 e 23 de julho.

"No sábado entrei nos 200m e, logo de cara, consegui o índice A para o Mundial. Desta maneira, saiu o peso das minhas costas, a pressão para conseguir a vaga. Consegui também bons resultados nos 100m, então estou emocionado e muito pilhado. Agora tenho de aproveitar e focar já na preparação para Londres", disse Edson Pinheiro, velocista do atletismo da classe T38.

Foram registrados dois recordes mundiais nas provas de campo. Alessandro Rodrigo lançou o disco na classe F11 a 44,66m e derrubou uma marca que perdurava desde 1998. Nesta mesma prova, na classe F57, Thiago Paulino alcançou marca de 48,04m e também quebrou o recorde mundial, que era dele mesmo, e representará o Brasil em Londres.

Na natação, a quantidade de índices alcançados já no Open surpreenderam a comissão técnica. As 13 marcas deixaram o técnico-chefe da Seleção, Leonardo Tomasello, animados para a formação do grupo para o Mundial. "Foi surpreendente por ser a primeira competição que vale índice, e estamos em abril ainda. Muitos deles ainda estão fazendo programas para as nacionais e já saiu esse número grande de índices e com os tempos muito bons. Então foi bem animador", disse Tomasello.

Os nadadores ainda terão duas etapas nacionais (em junho e em agosto), além das competições internacionais chanceladas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) que os atletas participarem. E com o prazo mais tranquilo que o do atletismo, Tomasello acredita que muita gente ainda pode aparecer na lista de nadadores com índice. "Temos a referência de 17 atletas que já fizeram tempo abaixo dos índices e que só precisam confirmar neste ano. Destes, 10 já fizeram e os outros três nadaram abaixo do pela primeira vez. Então acho que podemos levar de 20 a 22 atletas com índice para o Mundial", explicou o técnico-chefe.

As etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa devem definir a lista de convocados das duas modalidades para os Mundiais. No atletismo, os competidores terão até a primeira fase da competição, de 2 a 4 de junho, em São Paulo, para confirmar as marcas estabelecidas pelo CPB. Já os nadadores ainda terão a segunda fase, de 3 a 5 de agosto, para obter o índice mínimo.

O Open Loterias Caixa 2017 reuniu 316 atletas de oito países durante três dias de competição. As provas das duas modalidades foram disputadas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista.

Atletas classificados para os Mundiais

Natação
1- Daniel Dias - 100m livre S5
2- Andre Brasil - 100m livre S10
3- Phelipe Rodrigues - 100m livre S10
4- Joana Neves - 50m livre S5
5- Raquel Viel - 100m costas S12
6- Patrícia Santos - 100m livre S4
7- Cecília Araújo - 100m livre S8
8- Felipe Caltran - 100m borboleta S14
9- Talisson Glock - 100m costas S6
10- Ítalo Gomes - 100m costas S7
11- Edênia Garcia - 50m costas S3
12- Matheus Rheine - 400m livre S11
13- Gabriel Souza - 50m livre S8

Atletismo
1- Renata Bazone - 800m T11
2- Thiago Paulino - lançamento de disco F57
3- Izabela Campos - lançamento de dardo F11
4- Paulo Henrique - salto em altura T13
5- Petrucio Ferreira - 200m T47
6- Mateus Evangelista - 200m T37
7- Rodrigo Parreira - 200m T36
8- Ricardo Costa Oliveira - salto em distância T11
9- Kesley Josué - 200m T13
10- Alessandro Rodrigo - lançamento de disco F11
11- Edson Pinheiro - 200m T38
12- Jonas Licurgo - lançamento de dardo F55
13- Emerson dos Santos Lopes - lançamento de disco F46
14- João Luiz dos Santos - lançamento de disco F46

O Open
O Open Internacional de Atletismo e Natação é realizado anualmente pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e conta com o patrocínio das Loterias Caixa. O evento conta com a presença de atletas nacionais e internacionais e faz parte do calendário do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) de abertos das duas modalidades. O Open Internacional também conta pontos para os atletas para a formação do ranking mundial de atletismo e natação.

Patrocínios
A equipe brasileira de atletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

A equipe de natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Fonte: cpb.org.br

Misery – Louca Obsessão. Conheça Essa Incrível História De Stephen King, O Mestre Do Suspense - Veja o vídeo.

  
Paul Sheldon é um escritor famoso que sofre um acidente de carro, sendo socorrido por uma enfermeira que se autodenomina sua fã número um

Como será acordar no quarto de sua fã numero um?

Paul Sheldon é um escritor de Best- seller, sofre um acidente de carro e quando ele acorda, ele não está no hospital e sim na casa da até então,
inofensiva Annie Wilkes. Ela então consegue reconhecê- lo e se diz ser a fã numero um do autor, tendo lido todas as suas obras.

Então o que poderia dar errado?

Após salvar, alimentar e aquecer o seu ídolo, Annie diz que salvou a vida de Paul Sheldon, e que ele lhe deve sua vida. Então, Annie Wilkes se mostra desequilibrada, louca e obsessiva, mantendo seu ídolo dopado e sem que ninguém saiba do paradeiro do autor. Ela está lendo o novo romance de Paul, o livro ‘O Filho de Misery’, e já no começo da leitura considera um dos melhores do autor, até encontrar um manuscrito na bolsa do escritor. Então ela decide que Paul Sheldon precisa escrever sua obra prima e decide incentivá -lo , de um modo nada ortodoxo, aplicando a tortura. E durante esse episódio, que é uma verdadeira história de terror, Paul Sheldon se encontra à beira da insanidade, tendo recorrentes lembranças do seu passado.

O livro não possui personagem sobrenatural e é de uma leitura fácil e bastante fluída. O final é extremamente surpreendente e de deixar o mais experiente leitor boquiaberto, com certeza vale a pena a leitura da obra.

Confira a Sinopse do livro:

“Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegarão ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em Misery – Louca obsessão, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.”

A adaptação para o cinema:

O filme homônimo, dirigido por Rob Reiner, é de 1990 e foi estrelado por Kate Bates, James Caan, Lauren Bacall e Richard Farnsworth. A atriz Kate bates recebeu o Oscar de melhor atriz e o Golden Globe, por sua atuação no filme.

“Após sofrer um acidente em uma região isolada, um escritor é salvo por uma ex- enfermeira, que é grande fã de seus livros. Entretanto, após saber que ele matou sua personagem mais famosa em seu próximo livro, ela passa a torturá-lo na intenção de fazer com que ele desista da decisão. Ela queima o livro anterior e o faz recomeçar outro. Logo,ele descobre o passado obscuro de Annie e passa a não confiar mais nela.”

Sobre o autor:

Stephen King é americano e já escreveu mais de quarenta romances e duzentos contos. Em 2003, recebeu a medalha da National Book Foundation, pela sua distinta contribuição à literatura norte-americana, e o prêmio Libris da Canadian Booksellers Association pelo conjunto da obra. Em 2007, foi nomeado Grande Mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos. King também recebeu o prêmio O. Henry pelo conto “O homem de Terno Preto” e editou a coletânea ‘The Best American Short Stories’, em 2007. Alguns de seus best- sellers mais recentes são: a série A Torre Negra, os romances ‘Love – A história de Lisey’, ‘À Espera de um Milagre’, ‘Saco de Ossos’ e o livro de contos ‘Ao Cair da Noite’. O autor vive em Bangor, no estado do Maine, com a esposa, a romancista Tabitha King. King é pai do também escritor Joe Hill, igualmente talentoso e que faz jus ao DNA da família King.

Fontes: leitoresdepressivos - turismoadaptado.wordpress.com

Vem aí a primeira cadeira de rodas capaz de subir escadas - Veja o vídeo.

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Escadas. São a maneira mais barata de construir um acesso ao piso superior de uma casa. São também um obstáculo para cidadãos com mobilidade reduzida. E embora já seja possível encontrar rampas de acesso em quase todo o lado, nem todas as casas e prédios têm um. E nem falamos da dificuldade de acesso de cadeiras de rodas aos transportes públicos…
              

Para resolver o problema, surgiu o projeto Scewo. Criado por um grupo de jovens engenheiros suíços, estes já conseguiram demonstrar a tecnologia que estão a desenvolver num exemplar experimental, que consegue subir escadas e entrar e sair de autocarros. Mas este modelo experimental, embora no vídeo pareça trabalhar bem, ainda tem alguns problemas que deverão ser resolvidos este ano, quando o grupo de criadores montar o primeiro protótipo funcional.

O projeto já foi apresentado ao público em certames na Suíça, mas querem financiar o projeto a nível internacional. Para isso, a cadeira de rodas Scewo está a ser financiada em Patreon.

domingo, 23 de abril de 2017

Jovem que perdeu exame para virar PM por conta da leucemia recebe visita de policiais em hospital - Veja o vídeo.

Danilo João de Alcântara, de 18 anos, não conseguiu fazer o exame por conta da internação para tratar a doença em Jundiaí.

Por Fernanda Szabadi, G1 Sorocaba e Jundiaí

Jovem está em tratamento contra a leucemia, mas sonha com recuperação para se tornar PM (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Jovem está em tratamento contra a leucemia, mas sonha com recuperação para se tornar PM (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Um jovem de 18 anos em tratamento contra a leucemia e que sonha ser policial militar recebeu a visita da corporação no hospital São Vicente, onde está internado em Jundiaí (SP). A visita aconteceu no início da semana, pouco antes dele ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade.

Click AQUI para ver o vídeo.

A mãe de Danilo João de Alcântara, que é moradora de Jarinu (SP), conta que o filho caçula ficou muito feliz com a surpresa e com os presentes que recebeu dos policiais militares do 11º batalhão de Jundiaí. "Toda a nossa família admira o trabalho deles, mas meu filho tem paixão pela corporação. Os policiais foram maravilhosos, pessoas de muito sentimento, e o Danilo chorou durante a visita.

Ele disse que iria subir mais forte para a UTI", declarou a mãe, Solange Aparecida da Silva.

Os policiais fizeram um vídeo com Danilo em que ele conta que tem o sonho de ser policial desde pequeno e se mostra otimista com a recuperação. (veja o vídeo abaixo) "Estou fazendo quimioterapia, mas, se Deus quiser, tudo vai dar certo. Eu vou sair daqui e realizar o meu sonho", disse na gravação.

A mãe conta ainda que Danilo chegou a se inscrever para prestar o concurso para soldado, mas não pôde realizar o exame por conta da internação para tratar a leucemia. A doença foi descoberta em janeiro deste ano, depois que ele começou a apresentar manchas, pele amarela, inchaço nas pernas, feridas pelo corpo e sangramento na gengiva.

"Ele tem uma leucemia muito grave. Além do tratamento e da quimioterapia, meu filho também precisa do transplante de medula. Na época da prova, ele estava internado e não pôde prestar. Foi uma frustração muito grande para ele. Por isso, agradeço a visita, porque foram homens de coração", desabafa.

Policiais militares de Jundiaí fizeram visita surpresa em hospital (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Policiais militares de Jundiaí fizeram visita surpresa em hospital (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Doação

O tratamento de leucemia requer uma mobilização para a doação de sangue. Os interessados, com idade entre 18 e 60 anos, podem procurar a Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan) de Jundiaí, que fica na rua XV de Novembro, 1.848. A coleta é realizada de segunda-feira a sábado, das 7h30 às 12h30, exceto feriados. O peso mínimo para fazer a doação é de 50 quilos. Mais informações pelo telefone (11) 4521-4025.

Para ser um doador de medula óssea, o candidato deve ter entre 18 e 55 anos de idade, gozar de boa saúde e procurar o hemocentro mais próximo. É feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (exame de histocompatibilidade que identifica as características genéticas de cada indivíduo).

Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

Fonte: g1.globo.com

Crescimento constante: Taxa de suicídio entre jovens sobe 10% desde 2002

Dados do Mapa da Violência 2017 obtidos com exclusividade pela BBC Brasil mostram 2.928 casos somente em 2014.

Por BBC

Suicídio ainda é tabu, mas especialistas defendem que deve ser mais debatido  (Foto: BBC/Thinkstock)
Suicídio ainda é tabu, mas especialistas defendem que deve ser mais debatido (Foto: BBC/Thinkstock)

De assunto mantido entre quatro paredes a tema de série na internet, o suicídio de jovens cresce de modo lento, mas constante no Brasil: dados ainda inéditos mostram que, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 - um aumento de quase 10%.

Os números obtidos com exclusividade pela BBC Brasil são do Mapa da Violência 2017, estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

Um olhar atento diante de uma série histórica mais longa de dados permite ver que o fenômeno não é recente nem isolado sobre o que acontece com a população brasileira. Em 1980, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes; chegou a 4,1 em 1990 e a 4,5 em 2000. Assim, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2%.

Criador do Mapa da Violência, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz destaca que o suicídio também cresce no conjunto da população brasileira. A taxa aumentou 60% desde 1980.

Em números absolutos, foram 2.898 suicídios de jovens de 15 a 29 anos em 2014, um dado que costuma desaparecer diante da estatística dos homicídios na mesma faixa etária, cerca de 30 mil.

"É como se os suicídios se tornassem invisíveis, por serem um tabu sobre o qual mantemos silêncio. Os homicídios são uma epidemia. Mas os suicídios também merecem atenção porque alertam para um sofrimento imenso, que faz o jovem tirar a própria vida", alerta Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

O sociólogo aponta Estados do Centro-Oeste e Norte em que a taxa de suicídio de jovens é maior, num fenômeno que os especialistas costumam associar aos suicídios entre indígenas: Mato Grosso do Sul (13,6) e Amazonas (11,9).

Na faixa etária de 15 a 29 anos, a taxa de suicídio tem se mantido sempre um pouco acima da verificada na população brasileira como um todo, segundo a publicação "Os Jovens do Brasil", lançada por Waiselfisz em 2014, com um capítulo sobre o tema.

Segundo a publicação, o Brasil ainda apresenta taxas de suicídio relativamente baixas na comparação internacional feita com base em dados compilados pela ONU.

Em países como Coreia do Sul e Lituânia, a taxa no conjunto da população supera 30 por 100 mil habitantes; entre jovens, supera 25 por 100 mil habitantes na Rússia, na Bielorússia e no Cazaquistão.

Em números absolutos, porém, o Brasil de dimensões continentais ganha visibilidade nos relatórios: é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo, segundo ranking divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2014.

Depressão, drogas, abusos e bullying

O suicídio na juventude intriga médicos, pais e professores também pelo paradoxo que representa: o sofrimento num período da vida associado a descobertas, alegrias e amizades, não a tristezas e morte.

O tema foi debatido na quinta-feira (20) numa roda de conversa organizada pelo Centro Acadêmico Sir Alexander Fleming (Casaf), do curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a presença de estudantes e professores.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o problema é normalmente associado a fatores como depressão, abuso de drogas e álcool, além das chamadas questões interpessoais - violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying.

A cientista política Dayse Miranda, coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção da UERJ, participou do debate e destacou os relatos dos estudantes.

"Fiquei impressionada como os alunos falaram de sofrimento, seja deles, seja a dificuldade para lidar com o sofrimento de outros jovens, além do uso excessivo de medicamentos, que eles naturalizam", afirma.

"Um deles disse considerar impossível um aluno passar pelo terceiro ano de Medicina sem usar remédios para ansiedade e depressão."

A coordenadora-geral do centro acadêmico de Medicina, Elisabeth Amanda Gomes Soares, de 22 anos, aluna do sexto período, diz que a intenção ao promover o evento foi debater a saúde mental do estudante.

Segundo ela, o aluno de Medicina muitas vezes acaba se distanciando das questões mais humanas e esquece a vida social e familiar para se dedicar ao curso, sucumbindo às pressões.

"É muita cobrança por competitividade, nota, sucesso, presença... Temos de discutir isso dentro do curso, é um tema ainda pouco falado", afirma.

Dayse Miranda destaca, entre os jovens que cometem suicídio, o grupo que tem de 15 a 24 anos. "É um período que inclui adolescência, problemas amorosos, entrada na faculdade, pressão social pelo sucesso... Depois dos 25 anos, já é um jovem adulto, as preocupações mudam, já são mais relacionadas a emprego", avalia.

"Também alerto não ser possível falar do jovem como um grupo único. Há diferenças entre grupos sociais. O aluno de Medicina é parte de uma elite. Como é em outros grupos? Temos de discutir esse tema seriamente, pois o problema vem crescendo."

Ambiente escolar

Psiquiatra da infância e da adolescência e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Estelita estuda a interface entre o suicídio e outros fenômenos violentos - desde famílias que vivem em comunidades urbanas tomadas por tiroteios e vivem o estresse diário dos confrontos até jovens indígenas que se sentem rejeitados tanto por suas tribos como por grupos brancos.

O bullying no ambiente escolar é citado por ele como um dos principais elementos associados ao suicídio. "Pessoas que seguem qualquer padrão considerado pela maioria da sociedade como desviante, seja o tênis diferente, a cor da pele, o peso, o cabelo ou a orientação de gênero, são hostilizadas continuamente e entram em sofrimento psíquico", afirma Estelita, professor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, ligado à Fiocruz.

"Temos de alertar também para a transformação do modelo tradicional de família e para o fato de que a escola nem sempre consegue incluir esse jovem."
Outra dificuldade é falar do assunto com jovens. Muitas vezes, estratégias que funcionam com adultos não têm o mesmo resultado quando usadas com adolescentes - e, entre as peculiaridades desse grupo, está a forma como usa a internet e as redes sociais.

A rede vem sendo palco para grupos que não só romantizam o suicídio, mas exortam jovens a cometê-lo, usando a falsa ideia do desafio. O psiquiatra sublinha a necessidade de uma política nacional de atendimento a urgências, pois, muitas vezes, os profissionais não sabem como lidar com casos de tentativas de suicídio.

A psicóloga Mariana Bteshe, professora da Uerj, diz que os pais devem estar atentos a qualquer mudança brusca no comportamento do jovem, como, por exemplo, um adolescente expansivo que, de repente, fica introspectivo, agressivo, tem insônia, dorme demais ou passa muito tempo no quarto.

Mais uma vez, o alerta especial vai para o uso da internet, e Bteshe lista, na contramão do jogo que incentivaria o suicídio, iniciativas que tentam combater a depressão e lançam desafios "do bem", como o jogo da Baleia Rosa.

"Muitas vezes o jovem fica muito tempo na internet, e os pais não sabem o que ele anda vendo ou com quem anda falando. É preciso que a família, mantendo a privacidade do jovem, busque uma forma de contato com ele e abra um espaço de diálogo", afirma a psicóloga, que defendeu na Fiocruz uma tese de doutorado sobre suicídio.

Bteshe reitera que silenciar sobre suicídio não ajuda a combater o problema. Este é um dos tabus associados ao tema, o chamado "Efeito Werther" - a ideia de que falar de suicídio pode inspirar ondas de casos por imitação.

O nome vem do protagonista do livro "Os sofrimentos do jovem Werther", de Goethe, publicado em 1774, sobre um rapaz que se suicida após um fracasso amoroso e cujo exemplo teria provocado outros suicídios de jovens.

Atualmente, diz a psicóloga, a diretriz da OMS é abordar o tema sem glamour, sem divulgar métodos e sem apontar o suicídio como solução para os problemas - agindo sem preconceito e oferecendo ajuda a quem precisa.

Fonte: g1.globo.com

Aplicativo de SP premiado no exterior mostra locais com acessibilidade para cadeirantes - Veja o vídeo.

Reportagem foi a estabelecimentos comerciais e ruas da cidades com criador do app.

Por G1 São Paulo

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Aplicativo ajuda pessoas com necessidades especiais a evitar problemas de acessibilidade

Aplicativo de smartphone criado por morador de São Paulo tem ajudando portadores de necessidades especiais a descobrir o nível de acessibilidade dos lugares. O app “guiaderodas” chegou a vencer premiação internacional promovida em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Além da preocupação com a logística para sair de casa, incluindo transporte e calçada adaptados, os portadores de necessidades especias precisam saber se o lugar para onde vão é cômodo para eles. A ideia do aplicativo é que os usuários saibam onde vão conseguir entrar com facilidade e, por exemplo, tomar um café numa mesa com uma altura confortável.

Click AQUI para ver o vídeo.

O Bruno Mahfuz, criador do aplicativo, acompanhou a equipe de reportagem do SPTV e avaliou estabelecimentos

“Às vezes, o lugar tem uma escada que inviabiliza o acesso. Ou tem uma rampa que parece algo para arremessar a pessoa para trás. A gente mede tudo isso, mede como a pessoa faz para circular no ambiente, se é muito apertado, se tem mais espaço pra andar, se tem banheiro pra cadeirante e também com fraldário para mães com bebês, esse tipo de facilidade”, disse Mahfuz.

Outro aplicativo, criado por Valmir Souza, já é usado para ajudar a criar políticas públicas voltadas para acessibilidade. A iniciativa partiu de uma motivação pessoal, pois o pai dele é cadeirante há dez anos.

“[O objetivo é] saber onde os problemas são piores e usar informações para propor políticas públicas eficazes. Então, trabalhar para a Prefeitura e dizer ‘olha, essa é uma região problemática’”, disse Souza.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante é flagrada com drogas em visita ao filho em presídio de Sorocaba

Mulher, de 58 anos, escondeu carteira com pinos de cocaína e dinheiro no assento da cadeira de rodas. Ela estava em visita ao filho, preso por tráfico de drogas.

Por G1 Sorocaba e Jundiaí

Foram apreendidos pinos de cocaína e R$ 105 em dinheiro (Foto: Arquivo pessoal)
Foram apreendidos pinos de cocaína e R$ 105 em dinheiro (Foto: Arquivo pessoal)

Uma mulher cadeirante foi flagrada com dinheiro e drogas na manhã deste sábado (22) no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba (SP). Ela é mãe de um detento de 29 anos, que está preso por tráfico de drogas, e já cumpriu pena em Piracicaba (SP) pelo mesmo crime.

Durante a revista, uma funcionária do CDP encontrou uma carteira com R$ 105, uma cédula de dinheiro estrangeiro e quatro pinos de cocaína no assento da cadeira de rodas.

A mulher, que tem 58 anos, foi encaminhada ao plantão policial e o filho dela ao pavilhão disciplinar do CDP, que vai abrir um procedimento administrativo sobre o caso.

Cadeirante é mãe de detento e já cumpriu pena por tráfico de drogas (Foto: Arquivo Pessoal)
Cadeirante é mãe de detento e já cumpriu pena por tráfico de drogas (Foto: Arquivo Pessoal)

Fonte: g1.globo.com