quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sem recursos, AC tem delegação reduzida nas Paralímpiadas Escolares, em SP

Delegação acreana contava inicialmente com 16 atletas, mas apenas oito conseguiram viajar, dois deles com recursos próprios. Eles participam da competição no atletismo, na bocha e na natação

Por GloboEsporte.com, Rio Branco, AC

Bruno Mesquita Feliciano, de 17 anos, é o único cruzeirense a compor a delegação acreana. Ele é deficiente visual desde o nascimento e competirá nas provas de natação (Foto: Bruno Mesquita Feliciano/arquivo pessoal)
Bruno Mesquita Feliciano, de 17 anos, é o único cruzeirense a compor a delegação acreana. Ele é deficiente visual desde o nascimento e competirá nas provas de natação (Foto: Bruno Mesquita Feliciano/arquivo pessoal)

Sem recursos para o deslocamento para São Paulo (SP), alguns acreanos ficaram fora das Paralímpiadas Escolares, que serão disputadas até sexta-feira (23), no Centro de Treinamento Paralímpico. Segundo a técnica Raquel Thompson, a delegação do estado contava inicialmente com 16 atletas, mas apenas oito conseguiram viajar, dois deles com recursos próprios. Eles participam da competição no atletismo, na bocha e na natação.

Os jovens fizeram toda preparação durante os últimos meses, mas na última semana se frustraram ao descobrir que não teriam apoio do governo com as passagens. Desmotivados, alguns afirmam que não querem mais treinar, o que de acordo com a professora pode atrapalhar o desenvolvimento físico e psicológicos dos paratletas.

- É muito frustrante para eles. Ficam sem motivação. Não sei se vão querer continuar treinando. Eles ficam ansiosos, na expectativa e na hora não tem passagem.

Além da visibilidade e da possibilidade de entrada no esporte de alto rendimento, as Paralimpíadas Escolares asseguram aos três primeiros colocados de cada gênero e classe das modalidades individuais, o direito de receber o Bolsa Atleta nível escolar.

Mais de 900 atletas com idade entre 12 a 17 anos, de vinte e cinco estados e Distrito Federal participam. Apenas Roraima não se inscreveu para o evento. As provas de futebol de 5 (para cegos), vôlei sentado (formato 4x4) e basquete em cadeira de rodas (formato 3x3), atletismo, bocha, futebol de sete, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas iniciam nesta quarta-feira (22) e serão disputadas ate sexta (24).

A Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) informou ao GloboEsporte.com nesta quarta-feira (22) que após consenso entre professores e a entidade, o critério utilizado para selecionar a delegação foi levar apenas os atletas bolsistas, seus acompanhantes e técnicos.

Última chance

Bruno Mesquita Feliciano, de 17 anos, é o único cruzeirense a compor a delegação acreana. Ele é deficiente visual desde o nascimento e competirá nas provas de natação. Sem patrocínio nem ajuda do governo, os recursos para a viagem foram obtidos pelo técnico, amigos e família, já que esta é a última participação do jovem na disputa escolar, por causa da faixa etária.

Ele começou a praticar atletismo na escola, aos 13 anos. Mas logo se encontrou na natação. A primeira competição foi em 2013 e em 2015 conquistou prata. Ele enaltece a ‘última chance’ de competir em categorias escolares e almeja subir ao pódio novamente na ‘despedida’ dos jogos escolares.

- A natação é um esporte que gosto de fazer, e me ajuda a manter o físico, a melhorar cada vez mais. Estou nervoso, mas farei de tudo para conseguir alcançar meu objetivo, que é conseguir resultados positivos nessa última participação. Eu quero muito ganhar e darei meu melhora para conseguir- conclui.

- Como ele já tem 17 anos, é o último ano. Conversei com um colega e com a família do rapaz e compramos a passagem para ele ir, para não perder a oportunidade de competir no escolar. Mais uma vez, pelo segundo ano consecutivo, a Secretaria de Esporte não envia alunos atletas de Cruzeiro do Sul - lamenta o treinador.

Ricardo Campos participa das Paralimpiadas Escolares na bocha. A família comprou as passagens com recursos próprios  (Foto: Francisco Juvenal /arquivo pessoal)
Ricardo Campos participa das Paralimpiadas Escolares na bocha. A família comprou as passagens com recursos próprios (Foto: Francisco Juvenal /arquivo pessoal)

Experimentando Diferenças

O projeto Experimentando diferenças acontece simultaneamente às Paralimpíadas Escolares, de 21 a 24 de novembro, no Centro de Treinamento Paraolímpico, em São Paulo. Jogar futebol com os olhos vendados, basquete em cadeira de rodas, games com simulação virtual de corrida e handbike. O público poderá experimentar essas e outras modalidades de esportes adaptados.



Geração Tóquio mostra a cara na Paralimpíada Escolar em São Paulo

Com conquistas internacionais, jovens talentos disputam maior competição escolar paralímpica do mundo e sonham com Jogos de 2020

Por Marcos Guerra, São Paulo

Geração Tóquio mostra a cara na Paralimpíada Escolar em São Paulo

Mais de 900 jovens se reuniram no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo para a Paralimpíada Escolar nesta semana. Entre eles, despontam algumas promessas para o Brasil. É a Geração Tóquio que mostra a cara, cheia de vontade de brilhar rumo a 2020. São atletas entre 12 e 17 anos, e alguns falam não apenas em disputar os Jogos do Japão como também de conquistar muitas medalhas. Uma renovação aplaudida por Daniel Dias, nadador que é o maior medalhista paralímpico do país.

- Na minha época não tinha um evento assim. Fico feliz em ver um evento dessa proporção com tantos jovens talentos. É o que sempre buscamos, uma renovação do esporte paralímpico. Hoje, com o CT, ficou mais fácil. Os atletas conseguem um bom resultado e veem que têm um futuro pela frente. É muito bacana para o lado motivacional. Se não investir na base, não vamos ter uma renovação. O que procuro falar para eles é que é possível chegar aonde cheguei - disse Daniel Dias, que visitou a competição na quarta-feira.

Daniel Dias visitou a Paralimpíada Escolar (Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB)
Daniel Dias visitou a Paralimpíada Escolar (Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB)

A Paralimpíada Escolar do Brasil é o maior evento paralímpico escolar do mundo. Por todo lado, crianças e adolescentes praticam esporte no CT de São Paulo. Paulo Henrique (tênis de mesa), Pablo (atletismo) e os xará João Victor e João Pedro (natação) são alguns destaques dessa Geração Tóquio e já acumulam conquistas internacionais.

Os xarás da natação

João Victor Benicio e João Pedro Drumond Olivia sonham alto na natação. O primeiro queria já ter competido na Rio 2016, mas os estudos para passar na faculdade atrapalharam os treinos. O segundo tem claro na mira o pódio de Tóquio, mesmo estando há apenas um ano no esporte paralímpico, só competia no convencional antes mesmo não tendo uma mão. Os dois foram campeões no Parapan-Americano de Jovens em março.

- Minha meta é chegar a Tóquio e conseguir o máximo de medalhas paralímpicas que puder. Minha meta não é uma medalha. Penso em muitas medalhas. Estou treinando e ralando para isso. Comecei fazendo vários esportes, porque meus pais queriam me adaptar. Eu nasci sem uma mão, não foi amputação. Eu fazia judô e natação. Só que na Paralimpíada só tem judô para cego, então fiquei só na natação. Comecei a crescer muito. Só nadava com convencional. Comecei a nadar paralímpico ano passado. O Parapan foi minha primeira seleção, consegui dois ouros, uma prata e um bronze - disse João Pedro, da classe S9, a segunda com menor limitação motora.

João Pedro Drumond Olivia é destaque da natação da Paralimpíada Escolar (Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB)
João Pedro Drumond Olivia é destaque da natação da Paralimpíada Escolar (Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB)

Os dois se espelham em Daniel Dias, mas João Pedro conta que seu modelo na natação é a húngara Katinka Hosszu, dona de três ouros e uma prata na Rio 2016. João Victor se espelha no maior campeão olímpico da história, o americano Michael Phelps.

- Não fui ao Rio, mas Tóquio é uma meta palpável. Sei que dá. Tenho muito a melhorar. É muita hora na água para chegar à Paralimpíada. Era o que estava faltando para mim - disse João Victor, campeão parapan-americano dos 100m peito na classe S11-13 (para cegos).

O campeão mundial do atletismo

Aos 17 anos, Pablo Fabrício Furlan já pode dizer que é campeão mundial. O garoto levou o ouro nos 100m rasos e no salto em distância da classe T13 (baixa visão) do Mundial Juvenil, na Suíça, em agosto. Um talento descoberto na escola, quando Pablo driblava a baixa visão e os amigos nas partidas de futebol.

- A professora na escola me indicou com 13 anos. Eu jogava futebol. Sempre corria, porque jogava de lateral esquerdo. Não foi fácil passar de um esporte para outro, mas foi interessante. Gostei. O Mundial foi muito bom para minha carreira. Foi minha primeira viagem internacional. Foi gratificante saber que você pode defender seu país. Estou buscando desde já Tóquio 2020. Dá para chegar. Só seguir nosso plano e mirar na lua sempre.

Pablo Fabrício Furlan foi campeão no Mundial Juvenil de atletismo paralímpico (Foto: Marcio Rodrigues/CPB/MPIX)
Pablo Fabrício Furlan foi campeão no Mundial Juvenil de atletismo paralímpico (Foto: Marcio Rodrigues/CPB/MPIX)

Estilo alemão no tênis de mesa

Outra joia garimpada na escola foi Paulo Henrique Gonçalves. Entre meninos sem deficiência, o garoto se destacou nas brincadeiras de tênis de mesa de seu colégio, em Itapuá, Santa Catarina. Tomou gosto e se tornou campeão por equipes do Parapan-Americanode Jovens.

- Eu brincava na escola, sempre joguei bem, apesar da minha deficiência. Meu professor viu que eu tinha talento. Acredito que posso chegar a Tóquio, porque minha evolução é constante e rápida. Sempre escuto meus técnicos. Se tem uma coisa errada, vou lá e arrumo. Tenho facilidade para aprender. Pretendo chegar o mais longe que puder.

Aos 16 anos, ele está sempre vendo vídeos de tênis de mesa na Internet quando não está treinando ou estudando. Ele recebe dicas de Israel Stroh, brasileiro vice-campeão paralímpico na Rio 2016 na classe 7, justamente a de Pulo Henrique. Os maiores espelhos do garoto, porém, se espelha em dois alemães medalhistas olímpicos: Timo Boll e Dimitrij Ovtcharov.

Paulo Henrique Gonçalves é um destaque da Paralimpíada Escolar (Foto: Leandro Martins/MPIX/CPB)
Paulo Henrique Gonçalves é um destaque da Paralimpíada Escolar (Foto: Leandro Martins/MPIX/CPB)

Lais se inspira em atletas da Paralimpíada Escolar: “Dá vontade de competir”

Ex-ginasta visita competição em São Paulo e recarrega energias para fisioterapia

Por Marcos Guerra, São Paulo

Lais se inspira em atletas da Paralimpíada Escolar: “Dá vontade de competir”

Os jovens atletas se juntam para tirar fotos com Lais Souza. A ex-ginasta e ex-esquiadora é um exemplo de garra para os alunos na Paralimpíada Escolar, em São Paulo. Mas é ela quem se inspira na garra dos pequenos atletas para continuar treinando duro em seu tratamento para melhorar a sensibilidade e o movimento do corpo quase quatro anos depois do acidente que a deixou tetraplégica. Lais até considera voltar para o esporte.

- Dá vontade de competir. Sou bastante competitiva. Ver a garra da galera, ver um torcendo pelos outros, isso me dá lembrança do que eu fui. É bacana. Me enche de orgulho ver o cara que às vezes não tem movimento algum e está tentando ganhar medalha, se esforçando. Eles são muito mais inspiração para mim do que eu para eles, mas está valendo. Para mim é gratificante ouvir isso. Fico firme para meus treinamentos. Para uma melhora. A gente vai seguindo. Quem sabe eu volte para o esporte? Estou traçando alguns planos para conseguir colocar mais alguma coisa no meu dia a dia - disse Lais.

Lais Souza marcopu presença nos Jogos Paralímpicos Escolares em São Paulo (Foto: Marcos Guerra)
Lais Souza marcopu presença nos Jogos Paralímpicos Escolares em São Paulo (Foto: Marcos Guerra)

A ex-ginasta foi convidada a comparecer à competição escolar no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo. É o primeiro contato dela com o esporte paralímpico desde a Paralimpíada do Rio de Janeiro, quando até experimentou jogar bocha. A modalidade é uma das poucas adaptadas para pessoas tetraplégicas e é uma opção para Lais voltar ao esporte. Um plano que é para um futuro. No momento, apenas a rotina é de atleta, com treinos de fisioterapia que ela divulga nas redes sociais, inclusive de pé, com ajuda de um suporte.

- É bem parecido com de atleta. Eu tenho algumas horas de treino para fazer, tenho que me alimentar bem, pensar como vai ficar minha massa muscular, comer proteína depois do treino. Minha vida ainda está de atleta. Vou continuar com a fisioterapia, firme. Estou ficando em pé todo dia para que eu melhore na pressão arterial, na minha saúde em particular.

Inspiração por sua força de vontade, Lais trabalha dando palestras motivacionais. Ela também começou a cursar psicologia neste ano.

A Paralimpíada Escolar do Brasil é a maior competição escolar paralímpica do mundo, com mais de 900 atletas disputando 10 modalidades: atletismo, natação, judô, bocha, basquete em cadeira de rodas, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, futebol de 5, futebol de 7 e goallball.

12 canais do YouTube que mostram a vida de pessoas com deficiência

Estes youtubers vão mudar a forma como você vê quem vive com alguma deficiência

POR NATHALIA FABRO - Com supervisão de Nathan Fernandes
Resultado de imagem para 12 canais do YouTube que mostram a vida de pessoas com deficiência
CACAI BAUER (FOTO: REPRODUÇÃO/ YOUTUBE)

OYouTube tem de tudo: canais para aprender a cozinhar, edutubers (os professores youtubers), vídeos de cravos nojentos e até indicações de livros que todo mundo deveria ler
Além de conteúdos para entretenimento, há quem use a plataforma para debater questões sociais, como a falta de informações sobre HIV e aids. É nessa linha que alguns usuários discutem a acessibilidade e o cotidiano de pessoas com deficiência (pcds). 

Abaixo, confira 12 canais que você deve seguir para refletir sobre inclusão: 

Vai uma mãozinha aí? 
O nome do canal é sugestivo, mas Mariana Torquato mostra como é possível dirigir, pintar as unhas, fazer a sobrancelha e tocar violão sem uma das mãos. Ela também fala dos direitos e leis das pcds, padrões de beleza e sexualidade. Torquato chama seus seguidores de "mamões", visto que ela dá uma mão (olha aí a cacofonia) para quem não entende nada de acessibilidade. 




Visurdo 
Andrei Borges e sua irmã, Tainá, fazem vídeos em LIBRAS (Língua brasileira de sinais) com legendas mostrando situações que as pessoas com surdez e/ou deficiência auditiva enfrentam no dia a dia. Além disso, o canal possui produções especiais, como filmes surdos. 



Cacai Bauer
Receitas, paródias de músicas, cultura pop e bastante comédia. É assim que Cailana Eduarda — ou Cacai Bauer, como prefere ser chamada — se tornou a primeira influenciadora digital com Síndrome de Down do mundo. 




Nathalia Santos - Como Assim, Cega?
Autora de blog com mesmo nome do canal, Nathalia Santos posta vídeos sobre a própria vida, palestras que participa e como faz atividades rotineiras. 





Viagem Acessível 
Débora Pedroso, é carioca, mas mora na Flórida, nos Estados Unidos e adora viajar. Em seu blog e canal de YouTube, faz posts dizendo se as cidades que visita estão realmente adaptadas e acesssíveis para pcds. Pedroso ainda faz relatos de como é andar de avião, entrar no mar e ter o próprio carro. 


Léo Viturinno
Assuntos do momento como séries, decoração, filtros e aplicativos para tirar as melhores fotos tudo em LIBRAS (com lengendas). Viturinno também discute no canal a importância da inclusão e mitos e verdades sobre surdez. 

Kitana Dreams 
Kitana é uma drag queen maquiadora criada por Leonardo. Além de tutorias de beleza, ela ensina nos vídeos sinais de maquiagem e gírias LGBT em LIBRAS. 

Mundo Asperger
Selma Sueli Silva é mãe de Victor Mendonça, e ambos fazem o canal, que discute como é viver com autismo. Entre os temas abordados nos vídeos estão sexualidade, terapias, comportamento e até literatura. 

4 patas pelo mundo
Ao lado de Hilary, cadela-guia, a paulsitana Mellina viaja o Brasil e o mundo. Ela faz vídeos das aventuras e posta no YouTube

Cegas em Ação
As amigas Lorena Spoladore e Gabriela Vieira falam sobre como é não ter a visão de maneira descontraída e leve. Entre os vídeos da dupla estão brincadeiras e papos sobre cultura

Diário de um autista
Marcos Petry é autor do canal, no qual é possível encontrar vídeos sobre diversos assuntos como política, humor, exercícios físicos e educação inclusiva — todos relacionados com autismo. 

Vai Cadeirante 
Toni Vaz traz no canal diversas informações, mostrando novidades de equipamentos e tecnologias para pcds, além de denunciar a falta ou a precarização de acessibilidade. 





Criança toma 1ª dose de remédio de R$ 400 mil para tratar doença rara

Família começou campanha em fevereiro. Tratamento inicial é de R$ 2 milhões

SAÚDE Dinalva Fernandes, do R7

                             Reprodução/ Instagram
                                 Arthur, de 3 anos, é portador de atrofia muscular espinhal
                            Arthur, de 3 anos, é portador de atrofia muscular espinhal

Nesta semana, o pequeno Arthur Marcolino Schiavoni, de três anos, receberá a primeira dose de um medicamento que pode salvar sua vida. Portador de AME (Atrofia Muscular Espinhal) tipo 2, uma doença rara que causa perda dos movimentos do corpo, ele precisa tomar injeções específicas por toda a vida. Só para iniciar o tratamento, eram necessários quase R$ 2 milhões. Após campanha e até empréstimo bancário, a família conseguiu parte do valor para estagnar a doença.

A atrofia muscular espinhal é uma doença degenerativa rara, de caráter recessivo, que paralisa os movimentos gradativamente até que paciente pare de respirar. Para Tatiane Herrera, de 32 anos, mãe de Arthur, a conquista do valor para iniciar o tratamento chegou com um misto de alívio e medo.

— Não foi um alívio tão grande porque tenho medo. Iniciar o tratamento é muito importante, mas também é preciso seguir as recomendações de tomar quatro doses anuais. Temos medo de não conseguir o dinheiro suficiente nos demais anos. A gente espera que a primeira dose paralise a doença, mas só a partir da quarta dose que ele vai começar a apresentar melhoras, como força na mão e movimentos periféricos. Andar só depois de um ano e meio.

A mãe do menino lançou a campanha “Ame o Arthur” na internet em fevereiro para arrecadar o dinheiro para custear as primeiras doses do medicamento. Cada ampola do NUSINERSEN (SPINRAZA) custa U$ 125 mil (cerca de R$ 400 mil). O início do tratamento consiste na aplicação de seis ampolas apenas no primeiro ano.

A expectativa de vida da AME é de dois anos, e a doença não tem cura. Com a proximidade do aniversário de três anos de Arthur em outubro, bateu desespero na família, pois o menino já perdeu os movimentos das pernas, dos braços e do pescoço.

Na época, eles haviam arrecadado R$ 1.300.000,00, ainda distante do valor necessário de 1.950.000,00. A família conseguiu na Justiça duas liminares para isenção de impostos, que totalizaram R$ 386 mil. Por fim, decidiram recorrer a um empréstimo bancário de R$ 260 mil. Com o valor arrecadado de R$ 1.520.000, eles compraram as injeções importadas da Alemanha.

Reprodução/ Instagram
Tatiane começou campanha em fevereiro
Tatiane começou campanha em fevereiro

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou o registro do SPINRAZA® (nusinersena) no final de agosto. Porém, o medicamento ainda não está liberado para ser comercializado no País, diz Tatiane.

— Depois desta primeira fase, ele volta a tomar as injeções em 2019, e torcemos para que até lá o medicamento esteja liberado para venda por aqui. Aí, serão três doses anuais de R$ 365 mil cada.

Ajuda ainda é necessária

Arthur deve receber as primeiras doses da medicação no próximo sábado (25) e nos meses seguintes. “Só para iniciar o tratamento são essas quatro doses de ‘ataque’. Mas ainda não temos dinheiro para a quinta dose, que ele deve tomar em maio”, explica Tatiane. Por isso, a campanha continua com várias frentes, como venda de joias, camisetas e bazares. Até agora, a família conseguiu R$ 127 mil. Para saber como ajudar o Arthur, basta entrar no site da campanha.


Sem pernas e braços, garotinho aprende a andar e mãe comemora - Veja o vídeo.

Imagem: Reprodução/Instagram/Katie Whiddon
Reprodução/Instagram/Katie Whiddon
Camden se diverte com o pai

Do UOL

Katie Whiddon fez questão de compartilhar com seus seguidores os primeiros passos do filho Camden após quatro anos de muito treinamento e persistência. O garotinho não tem braços e nem pernas.

Click AQUI para ver o vídeo.

“Com um pouco de treinamento e uma conversa com o pai (Cole), Camden finalmente aprendeu a andar! Chorei como um bebê! Estava ansiosa por este momento nos últimos quatro anos e finalmente aconteceu. Estou tão orgulhosa de Camden e sou tão abençoada de ser sua mãe", escreveu Katie ao compartilhar o vídeo em sua página no Instagram.

Além de Camden, Katie tem mais dois filhos, Ryleigh e Jaxton.

Apesar de ter focomelia, uma anomalia congênita que impede a formação normal de braços e pernas, Camden tem uma vida normal ao lado dos irmãos."Ele pode desenhar, pintar, sentar sozinho, comer, lavar o próprio rosto, escovar os dentes, subir escadas e tantas outras coisas", diz a mãe.

Filha de jogadora de goalball conduz time de Minas Gerais nas Escolares

Alexandre Urch/CPB/MPix
Imagem
Letícia posa com o restante do time (ao centro, com a bola) durante as Escolares

Por CPB

A equipe feminina de goalball de Minas Gerais começou sua campanha para recuperar o título de campeã das Paralimpíadas Escolares, no final da manhã desta quarta-feira, 22, com uma vitória suada contra o Maranhão. O placar de 21 a 17 após os dois períodos regulamentares mostrou que as mineiras estão prontas para repetir o resultado de 2015, quando levaram ouro para casa. Já na edição 2016 do evento organizado pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), elas terminaram no quarto lugar.

A tentativa de reconquistar o ouro passa pela performance de Letícia Maria da Silva, 17, que representa Adevibel, de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela é atleta da seleção de jovens de goalball, representou o país em dois eventos internacionais nesta temporada: ouro no Parapan de Jovens, em março, em São Paulo, e bronze no Mundial de Jovens da modalidade, na Hungria.

Letícia é B2, tem 2% da visão do olho esquerdo e enxerga apenas vultos no direito, em decorrência de uma toxoplasmose. Ela contraiu a doença aos 2 anos de idade e perdeu a visão gradativamente até os 11 anos. “Com 12 anos, eu estava com princípio de depressão por causa da cegueira e comecei no esporte por intermédio da minha mãe, que é jogadora de goalball”, contou Letícia, citando a mãe Luciana Maria da Silva, 41 anos, que atua com ela na Adevibel-MG.

Ela é uma peça-chave na seleção de jovens e dita o ritmo da equipe mineira nas Paralimpíadas Escolares. Seu desempenho foi decisivo para o ouro de 2015 e também pela perda dele na edição do ano seguinte do Escolar. “Durante a competição eu machuquei um joelho na trave e isso prejudicou meu time. Mas agora estamos correndo atrás do ouro neste ano. Estou aqui para incentivar essas meninas a se dedicarem ao esporte, como eu estou fazendo”, afirmou Letícia.

Minas Gerais, contudo, não foi páreo para São Paulo e perdeu por 9 a 1. As paulistas também atropelaram as catarinenses por 11 a 3. Abaixo, os resultados do dia no masculino:

Pará 4 x 12 Paraíba
São Paulo 12 x 4 Rio Grande do Sul
Minas Gerais 8 x 16 Bahia
Bahia 19 x 12 Santa Catarina
Minas Gerais 15 x 7 Rio de Janeiro
Santa Catarina 3 x 11 São Paulo
Pernambuco 9 x 1 Santa Catarina
Mato Grosso 0 x 8 Pará
Pernambuco 14 x 16 Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul 0 x 8 Paraíba

Patrocínio
As Paralimpíadas Escolares 2017 têm patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Paralimpíadas Escolares 2017
22 a 24/11

De 9h às 17h

Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, São Paulo (SP) - ao lado do São Paulo Expo

Entrada franca

Fonte: cpb.org.br