domingo, 25 de fevereiro de 2018

Após enfrentar leucemia, jovem celebra diploma em engenharia: 'Nunca duvidei da cura' - Veja o vídeo.

Joilson Bentes chegou a encontrar dois doadores compatíveis, mas os transplantes não puderam ser realizados. Tratamento raro realizado no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, salvou a vida do rapaz.

Por Mariana Bonora, G1 Bauru e Marília

Após enfrentar o tratamento contra leucemia Joilson conseguiu concluir a faculdade e se formar em engenharia (Foto: Arquivo pessoal)
Após enfrentar o tratamento contra leucemia Joilson conseguiu concluir a faculdade e se formar em engenharia (Foto: Arquivo pessoal)

Ser aprovado e concluir um curso em uma universidade pública é uma vitória para qualquer estudante. Mas, para Joilson Bentes Filho, de 25 anos, a formatura do curso de engenharia mecânica em fevereiro deste ano representou também a vitória na luta pela vida.

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Depois de descobrir que tinha leucemia no meio do curso na Universidade do Estado do Amazonas, durante exames de rotina, Joilson conseguiu algo bem raro.

O jovem, que fez tratamento contra a doença no Hospital Amaral Carvalho em Jaú (SP), encontrou dois doadores compatíveis no banco de doadores de medula óssea, algo que tem probabilidade de 1 em 100 mil de acontecer.

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Após enfrentar leucemia na faculdade, jovem comemora diploma em engenharia


Mas os transplantes não puderam ser realizados. “No primeiro caso o doador desistiu e na segunda vez, quando estávamos fazendo todos os exames para o procedimento a doadora descobriu que estava grávida”, conta Joilson.

Jovem  realizou os procedimentos que salvaram sua vida no hospital em Jaú (Foto: Arquivo pessoal)
Jovem realizou os procedimentos que salvaram sua vida no hospital em Jaú (Foto: Arquivo pessoal)

Mas o jovem, que descobriu a doença 2013, três anos depois de passar no vestibular, não desanimou.

No hospital, os médicos decidiram fazer um transplante chamado haplo, que é quando o doador e o paciente não são totalmente compatíveis, mas existe a possibilidade da doação.

A mãe de Joilson, Maria Auxiliadora Faria de Brito, foi a doadora da medula óssea. O transplante foi realizado em 2015.

“Nós optamos por esse procedimento porque o Joilson tinha um tipo de leucemia muito diferente dos padrões habituais, com muitas implicações e bastante agressiva, e não podíamos perder o 'timing' do transplante. Havia essa urgência, por isso optamos pelo transplante haplo”, explica o médico do Serviço de Transplantes de Medula Óssea do Hospital Amaral Carvalho, Mair Pedro de Souza.

A mãe do jovem conta que até então eles não sabiam dessa possibilidade, mas a notícia renovou as esperanças. "Desde o começo ele me disse 'mãe não me abandone' e foi isso que eu fiz. Foram os anos mais difíceis da nossa vida, você ter que sorrir com o coração sangrando e falar para o seu filho que vai dar tudo certo. Essa era a minha obrigação de mãe", completa.

Sem perder a fé

                          Em nenhum momento do tratamento, Joilson perdeu a esperança de se curar (Foto: Arquivo pessoal)
Em nenhum momento do tratamento, Joilson perdeu a esperança de se curar (Foto: Arquivo pessoal)

Só que, mais uma vez, Joilson teve que enfrentar as dificuldades da doença. Apesar do transplante, a medula dele parou de funcionar, ficou com apenas 23% da capacidade de funcionamento e ele passou a fazer transfusões de sangue diárias.

“Chegou um momento em que os médicos disseram que já tinham feito tudo o que poderia ser feito e tinham usado todos os recursos disponíveis. Me perguntaram se eu queria voltar para Manaus e terminar meus dias lá, mas eu disse que queria ficar. Em nenhum momento eu deixei de acreditar na minha cura”, lembra.

A esperança surgiu de um procedimento raro que utiliza células-tronco e só foi possível com a parceria do Amaral Carvalho com o Hospital Albert Einstein, por meio do programa do Ministério da Saúde. E mais uma vez a mãe do jovem foi a doadora.

“Nesse procedimento, a gente extrai a medula aqui no hospital e encaminha para o Albert Einstein, onde é feita a separação das células-tronco em um processo que envolve tecnologia e eles nos fornecem de volta o lote somente com essas células. Dessa forma conseguimos recuperar o funcionamento da medula dele”, explica Mair.

Mãe foi doadora de medula nos dois procedimentos que Joilson enfrentou na batalha contra a Leucemia (Foto: Arquivo pessoal)
Mãe foi doadora de medula nos dois procedimentos que Joilson enfrentou na batalha contra a Leucemia (Foto: Arquivo pessoal)

Vida normal

O procedimento feito em 2016, pela terceira vez no hospital de Jaú, salvou a vida do Joilson e ele conseguiu concluir os estudos.

“Em nenhum momento eu pensei em abandonar a faculdade, falei para os meus professores sobre o tratamento e não queria parar de estudar, queria algo para ocupar a minha mente, então eu fazia duas, três matérias por período. E depois do transplante eu fui com tudo, para terminar as matérias e fazer estágio. Ter conseguido concluir o curso para mim foi uma superação.”

Joilson com a equipe médica do Hospital Amaral Carvalho  (Foto: Arquivo pessoal)
Joilson com a equipe médica do Hospital Amaral Carvalho (Foto: Arquivo pessoal)

Hoje, ele faz o acompanhamento e volta no hospital a cada cinco meses. A cada visita, o jovem é recebido com todo carinho pela equipe médica.

“Ele é uma prova viva e inequívoca que nem sempre a doença transforma as vítimas em pessoas amargas. Ele sempre foi muito doce, tranquilo e enfrentou as dificuldades de uma forma serena. O jeito dele nos marcou com certeza, pela postura de em nenhum momento mostrar medo ou insegurança”, resume o médico.

              Joilson conseguiu concluir a faculdade, mesmo estando em tratamento em boa parte do curso de engenharia (Foto: Arquivo pessoal)
Joilson conseguiu concluir a faculdade, mesmo estando em tratamento em boa parte do curso de engenharia (Foto: Arquivo pessoal)

Fonte: g1.globo.com

Advogado com deficiência é impedido de atuar por falta de acessibilidade em prédio

Doença de Cristian faz com que ele não consiga flexionar as pernas. Audiência aconteceu no segundo andar da 7ª Vara Criminal e prédio não tinha elevador.

Imagem Internet/Ilustrativa
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Por G1 ES

Um advogado com deficiência física não pode atuar em uma audiência, na quarta-feira (21), na 7ª Vara Criminal, em Vitória, por falta de acessibilidade no prédio. Como o imóvel não tem elevadores, Cristian Ricardo Ferreira Júnior, de 23 anos, não conseguiu acompanhar um cliente.

Cristian tem artrite idiopática juvenil, e conta com duas próteses no quadril. Ele não consegue flexionar as pernas e, por isso, não pode subir escadas. Às vezes, até mesmo as rampas são um obstáculo para ele.

Em 2015, ele foi entrevistado pelo G1 por enfrentar problemas com a acessibilidade em prédios da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde estudava.

O advogado disse que comunicou à servidora que o atendeu na Vara que não tinha como subir até a sala de audiência, no segundo andar. Ele chegou a solicitar que o juiz que presidia a audiência descesse para realizar o Ato Judicial no térreo, mas não foi atendido.

"Eu fui impedido de trabalhar e o meu cliente ficou sem o seu advogado. O juiz designou um defensor público para atendê-lo na hora da audiência, que não tinha conhecimento do histórico do cliente", lamentou Cristian.

O advogado contou que consegue ter acesso aos outros prédios do Judiciário em que ele precisa atuar, mas, às vezes, com alguma dificuldade. No Fórum Criminal de Vitória, por exemplo, ele precisa entrar pela garagem.

Segundo a presidente da Comissão Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-ES, Maristela Lugon Arantes, em casos como esse, a Justiça tem de garantir de alguma forma a acessibilidade.

"Nesse caso houve duas situações graves: o impedimento do advogado de exercer sua função e a discriminação que ele sofreu. É a chamada barreira atitudinal, que muitas vezes impede as pessoas com deficiência de trabalharem", destacou.

O presidente da OAB-ES, Homero Mafra, agendou uma reunião com a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES) para tratar da violação de prerrogativa sofrida pelo advogado.

Segundo Cristian, na semana que vem, haverá a reunião na Corregedoria do TJ-ES para apuração dos fatos.

O TJ-ES foi procurado pelo G1, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Fonte: g1.globo.comImagem Internet/Ilustrativa

Deficientes visuais 'veem' pessoas que amam por meio de foto 3D - Veja o vídeo.

Dezesseis membros da Associação dos Cegos do Ceará escolheram pessoas especiais para serem retratadas em imagem tridimensional.

Por G1 CE

Com o tato, deficientes visuais podem 'ver' parentes e pessoas queridas (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Com o tato, deficientes visuais podem 'ver' parentes e pessoas queridas (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Deficientes visuais que frequentam a Associação dos Cegos do Ceará foram presenteados com a imagem tridimensional de pessoas que eles consideram especiais e escolheram para serem retratadas.

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Luiz Gonzaga e Lucineide Araújo, um casal de deficientes visuais de Fortaleza, escolheram um ao outro para guardarem de lembranças. Com o toque na imagem, Gonzaga consegue retratar o rosto da esposa. "É bem idêntico, é tudo perfeito, o rosto dela é um pouco fino, do mesmo jeito", diz.

Deficientes visuais 'veem' pessoas amadas por meio de fotos 3D

A mulher de Gonzaga também se impresiona com a semalhança. "É o rosto dele todinho aqui. Olha o narigão aqui", conta, enquanto manipula a imagem.

Pedro Igor perdeu a visão há quatro anos em um acidente de carro. Ele diz que tem na memória a imagem da mãe, mas é com o tato que ele percebe as sutis diferenças que ocorrem com o passar do tempo. "Achei maravilhosa a experiência. A gente poder ver o retrato da nossa família."

Presente para toda a vida

Igor compara a sensação tátil do rosto da mãe e da imagem em três dimensões que recebeu de presente (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Igor compara a sensação tátil do rosto da mãe e da imagem em três dimensões que recebeu de presente (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Filhos, mães e pais também estiveram entre as imagens esculpidas em um busto capitado por meio de uma fotografia 3D. As pessoas escolhidas para serem retratadas foram fotografadas e passaram por um escâner 3D na Associação dos Cegos do Ceará.

A partir da capitação, eles desenvolveram uma escultura em três dimensões que serviria como lembrança. O organizador do projeto conta que o busto é feito em um plástico resistente e dura por décadas. A intenção é que o objeto seja um presente para guardar por toda a vida.

"O objetivo é trabalhar um outro olhar, perspectiva da pessoa cega no estado. Entender que as pessoas têm direito também ao acesso às novas tecnologias, em que você pode ter o seu pai, a sua mãe retratados de uma forma moderna dinâmica. Isso mostra que a atenção social precisa estar em evidência", diz presidente da Cruz Vermelha no Ceará, Allan Damasceno.

Fonte: g1.globo.com

Texas tem parque aquático acessível para pessoas com deficiência - Veja o vídeo.

Entrada no parque é gratuita para pessoas com deficiência.

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O parque Morgan´s Inspiration Island fica em Santo Antônio, no Texas. Ele foi construído para divertir todo mundo, mas tem uma estrutura completa para receber pessoas com deficiência e também permitir que elas participem de todas as atividades com segurança e conforto.

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Fonte: g1.globo.com

Acompanhe os resultados da 1ª etapa regional do Circuito Loterias Caixa

Imagem

Por CPB

A temporada 2018 do Circuito Loterias Caixa começou neste sábado, 24, com as disputas da 1ª etapa regional São Paulo. As provas de natação e de atletismo vão até este domingo, 25, no Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista.

Acompanhe os resultados em tempo real:



O Circuito
O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais serão separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Programação*
Circuito Loterias Caixa de Natação e Atletismo - Etapa Regional São Paulo
Sábado (24/2) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (25/2) - 8h às 12h
*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

Após brilhar nas Escolares, nadadora bate recorde no Circuito Loterias Caixa

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

A nadadora Ana Karolina Soares, da classe S14 (para deficientes intelectuais), fez sua estreia em grande estilo no Circuito Loterias Caixa Fase Regional São Paulo, na manhã deste sábado, 24, no CT Paralímpico, na capital paulista. A competição marca a abertura do calendário 2018 do Circuito Loterias Caixa e reúne 655 atletas do Estado de São Paulo no atletismo e na natação neste final de semana.

A paulista, representando a Associação Paradesportiva JR-SP, bateu o recorde brasileiro em sua classe nadando os 100m costas, com o tempo de 1min17s28. Melhorou a antiga marca nacional em mais de um segundo, tempo que também pertencia a Ana Karolina, alcançado em agosto do ano passado. “Minhas expectativas estão altas, espero alcançar os índices para as etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa e conquistar mais medalhas aqui”, comentou a nadadora, que entrou na água nesta tarde para mais duas provas. Nos 200m medley e 100m borboleta, conquistou a medalha dourada. Fechará sua primeira participação no Circuito Loterias Caixa neste domingo, 25, nadando mais duas provas.

Ana Karolina participou das Paralimpiadas Escolares do ano passado e conquistou a medalha de ouro nos 100m livre. Também em 2017, disputou o campeonato Mundial de natação da INAS (Federação Internacional de Esportes para Deficientes Intelectuais), quando faturou nove medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Ela começou a nadar aos quatro anos de idade e chegou a competir entre os atletas convencionais, mas não acompanhou os resultados. Há apenas um ano recebeu o convite para conhecer o esporte paralímpico.

São Paulo é a primeira parada das fases regionais do Circuito Loterias Caixa na temporada. Em março, serão realizadas as fases Rio-Sul, em Porto Alegre (RS), nos dias 10 e 11, e Norte-Nordeste, do dia 22 a 25, em Aracajú (SE). Goiânia (GO) receberá a última fase, Centro-Leste, de 12 a 15 de abril.

Os atletas que atingirem os índices estabelecidos pelo departamento técnico do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) garantem participação nas etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa, em junho e agosto. O Campeonato Brasileiro, antiga terceira fase nacional, reunirá os melhores do ano em outubro. As três competições serão realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a etapa regional São Paulo do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa do Centro de Treinamento Paralímpico para identificação.

O Circuito
O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2018, as disputas das fases nacionais serão separadas por modalidade - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 24 e 25 de fevereiro
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5 - ao lado do São Paulo Expo

Programação*
Circuito Loterias Caixa de Natação e Atletismo - Etapa Regional São Paulo
Sábado (24/2) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (25/2) - 8h às 12h
*Sujeita a alterações

Fonte: cpb.org.br

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Sem apoio, brasileiro nº1 do mundo no lançamento de dardo anuncia adeus

Aos 48 anos, o cadeirante brasileiro Jonas Licurgo já foi prata no Mundial de Londres de Atletismo classe F55. Carioca terminou 2017 como o primeiro do mundo na modalidade

Jonas Licurgo prata lançamento de dardo Mundial de Londres 2017 (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)
Jonas Licurgo prata lançamento de dardo Mundial de Londres 2017 (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)

Por GloboEsporte.com, Rio de Janeiro, RJ

Jonas Licurgo não é o primeiro e nem será o último atleta brasileiro obrigado a abandonar o esporte de alto rendimento por falta de patrocínio. Prata no Mundial de Londres em 2017, ouro no Jogos Parapan-Americanos de Toronto e bronze no Mundial de Doha, ambos em 2015, o carioca figurava, há 5 anos, entre os 3 melhores do mundo do lançamento de dardo paralímpico. Em 2016 e 2017, terminou a temporada como o primeiro.

Hoje, aos 48 anos e ainda no auge, Licurgo precisou abandonar a carreira profissional no esporte. E não por motivos naturais, como os decorrentes desgates físico e mental comuns no esporte. Muito menos por ter dedicido fazer outra coisa da vida. Jonas retirou-se das competições por falta de apoio. Em post nas redes sociais, publicado nesta quarta-feira, o atleta, claramente decepcionado, explicou que seu retorno financeiro no esporte não permitia nem ao menos que ele comprasse sua passagem de avião para os torneios:

Anuncio hoje a minha aposentadoria no esporte de alto rendimento. Quando, o que você ganha no esporte não dá mais pra comprar uma passagem de avião pra competir, não dá pra você se alimentar adequadamente, não dá pra você pagar o seu treinador, não dá pra você comprar os suplementos adequados para repor o que gasto com os treinos... então, é porque não dá mais pra continuar. 

Dei o máximo com o que eu tinha, agora, vejo que fui muito além, até mesmo das minhas expectativas. Tive uma carreira curta, porém com muito êxito... estou entre os 3 melhores atletas do mundo a 5 anos. Terminei o ano de 2016 e 2017 em 1° do Mundo, e o que que eu ganhei com isso? Absolutamente nada! A não ser dezenas de tapinhas nas costas e várias entrevistas em todas as emissoras do Brasil que não me somaram em nada. Vocês não têm noção de como estou me sentindo neste momento, sabendo que competições importantes estão por vir, e eu sem condições de competir em todas por falta de recursos. Só tenho que agradecer a todos vocês que sempre estiveram ao meu lado, sempre torceram por mim, choraram comigo e se alegraram juntos, só que não dá mais. Fica aqui, o meu muito obrigado por tudo que vcs fizeram por mim - escreveu Jonas em sua página.

Além da falta de patrocínio, Jonas ainda lida com o fato de que a sua principal prova - lançamento de dardo F55 - ainda não foi ncluída na Paralimpíada. Em 2016, no Rio, a prova para a sua classse não entrou no cronograma dos Jogos. Para Tóquio 2020, o carioca sabe que enfrentará o mesmo problema.

Jonas Licurgo é prata no Mundial paralímpico de atletismo (Foto: Marcio Rodrigues/CPB)
Jonas Licurgo é prata no Mundial paralímpico de atletismo (Foto: Marcio Rodrigues/CPB)

Na disputa pela prata em Londres, Jonas Licurgo chamou a atenção ao envolver-se em uma situação bastante curiosa. Na ocasião, o atleta já tinha feito 3 dos 6 lançamentos a que tinha direito e todas as marcas estavam bem abaixo das expectativas até então e o brasileiro mal conseguia se equilibrar na cadeira no momento das tentativas. Licurgo então se dirigiu ao árbitro pedindo para ver a lista dos atletas eliminados (os dois últimos ao fim da primeira rodada). Ao ver o nome do grego Charalampos Varytimidis, Jonas não pensou duas vezes e foi até o atleta e sua técnica, pedindo uma cadeira emprestada. Varytimidis cedeu o equipamento prontamente,  e Jonas conquistou a prata com 29.05m de marca.